O TEMPO - EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA

12.05.2017

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No ano passado, meados de setembro, foi proposto por minha professora de semiótica, Tailze, uma exposição fotográfica, baseada no filme "Pulp Fiction - Tempo de violência" de Tarantino.

Meu grupo e eu trabalhamos no projeto que definimos como tempo. Inspiramos não no contexto em si do filme, mas em cenas e através delas montamos nossa exposição.

Fizemos 2 sessões de fotos, uma interna e outra externa, eu quem fiz as fotos. Antes de colocarmos a mão na passa, decidimos o conceito e como poderíamos estruturar as fotos, infelizmente nossos recursos não permitirão fazermos fielmente o que queríamos, mas fomos muito elogiados pela equipe de criação, fotografia e semiótica. Decidi trazer algumas fotos e deixar aqui o registro da minha primeira exposição fotográfica. Não pude colocar todas, porque pelo nome do filme você pode imaginar que seja um pouco pesada as imagens né? rsrsrs

 

O tempo...

O Responsável...

Aquele que nos torna sábios, nos deixa velhos, nos deixa belos, nos faz mortos...

O remédio de uns, o fracasso de outros...

A solução para muitos e o desespero de tantos outros...

Passamos todo ele rindo, na verdade passamos todo ele chorando.

Derrama água, derrama lágrimas, derrama chuva, derrama sangue...

Une mãos, separa corpos, junta inimigos, afasta irmãos...

Ele engana, não faz jus a suas horas, na dor ele perdura, na alegria vai se embora...

Das lutas, das rugas, das brigas, das dores, dos desastres, da melancolia de tudo é o senhor...

Uns minutos de alegria, horas de agonia, momentos de tortura, em instantes... acabou.

Na chama de um isqueiro, no trago de um cigarro, no gole de um whisky, na volta do relógio...

Em tudo ele se encontra, em todo lugar se faz presente, o único que foi do passado e o único que é certeza do futuro da gente...

Ele quem desenha os degraus dos nossos caminhos, ele quem decide o rumo de cada história...

Uns o chamam de tempo, outros o chamam de Deus...

Uns dizem que o de Deus é diferente, outros falam que Deus é que o faz, entretanto, a única certeza que temos é que ele tem ponto final...

Como disse Caetano Veloso, na oração cantada que remete a este senhor, quando sairmos para fora do círculo, não seremos e nem terás sido. Ainda podemos dizer nós iremos, mas não teremos ido.

Ninguém fala do seu início, mas todos se perguntam sobre o fim dos tempos. Poucos se lembram do seu começo, mas muitos têm medo do seu final.

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Sabemos como é, mas não sabemos como ele acabará.

 

Dayanne Stefanie

 

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