UM JARDIM

12.05.2017

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Era uma vez um jardim...

                Um jardim simples, um pouco diferente dos outros. Quem cuidava desse jardim, não sabia deixa-lo completamente arrumado, enquanto algumas partes dele eram coloridas e bem tratadas outras eram totalmente destruídas.

                Em um canto do jardim, onde havia uma área muito verde, havia apenas uma flor, esta flor era um girassol. Este girassol nasceu ali faz algum tempo, ameaçou a morrer algumas vezes, mas através de muito cuidado, acabava vivendo. O girassol era o detalhe mais bonito e colorido daquele jardim e além de tudo o mais respeitado, isso porque ele gostava de ver tudo em volta, não ficava observando somente uma coisa, como acontece com a maioria das outras flores.

                Naquele jardim não haviam borboletas. Já tinham aparecido por um lá alguns passarinhos, que passavam um tempo e logo iam embora, em busca de coisas melhores.

                Por lá passam muitas abelhas, que buscam mel e todos os benefícios que um jardim pode oferecer. O problema é que nenhuma colmeia se forma por lá, elas apenas vêm, pegam o que precisam e vão embora.

                O girassol começou a perceber que aquele jardim precisava de muito mais do que apenas visitas de passarinhos, quitanda de abelhas e um morador, que era ele mesmo. Começou a perguntar para o jardim, quando ele começaria a ser povoado? Quando as coisas começariam a ficar por ali de vez? Quando tudo seria colorido, como um jardim deve ser? Por que ele insistia em deixar tantas áreas sem plantio? E por que tanto terreno não estava cultivado?

                O jardim pensava e pensava, e sempre arrumava uma justificativa, uma desculpa. Depois de tanto tempo assim, o jardim não acreditava que algum passarinho quisesse fazer um ninho por ali, ou que as borboletas quisessem pousar e voar por entre as flores que poderiam ter por lá. A verdade, é que o jardim já não queria mais arriscar se iludir com flores, pássaros e borboletas e depois eles partirem.

                O girassol, perdeu sua paciência e afirmou que naquele jardim não podia mais morar. A terra não era boa, as cores eram feias. E apesar de ter vivido ali grandes anos de sua vida, mesmo com altos e baixos, ele decidiu que aquele jardim não era mais habitável.

                O jardim não sabia o que fazer, a única coisa que dava vida a ele era o seu grande girassol. O jardim sempre dizia o quanto crescia por causa da presença do girassol, somente ele conseguiu ter um girassol por tanto tempo, ele que era uma flor muito difícil de cuidar, de saber a hora certa de regar. Para o girassol, o jardim só tomaria uma atitude se ele fosse embora.

                _Girassol, se você for embora, outra parte do jardim morrerá. Ninguém quer ficar em um jardim velho, maltratado e totalmente triste, você é o único que dá brilho ao jardim e só sua presença poderá ajudar com que este jardim floresça. Girassol, você não percebe que as luzes que se acenderam em meio aos corredores abandonados do jardim foram por sua causa? Girassol, você já pensou que se você nasceu neste jardim, tem algum motivo? Girassol, este não é o melhor jardim que você encontrará, mas é um jardim que você pode melhorar e depois seguir o seu caminho. O jardim não é egoísta com você, ele não quer que você se sinta sozinho, mas ele também não quer se sentir sozinho. Ô girassol, não abandona esse jardim não. Ele precisa tanto de você!

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