Seu cabelo é o que VOCÊ quer ou o que a sociedade te impôs?

27.03.2019

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Quem me acompanha sabe que em janeiro eu dei uma pequena entrevista para a record no jornal MG Record, falando sobre o uso excessivo de formol.

 

A proposta surgiu a partir da minha história com a progressiva. A matéria alertou as pessoas sobre o uso indevido do formol nos salões de BH e região, ao fazer a escova progressiva, para deixar as madeixas esticadinhas.

 

Na entrevista pude contar sobre o episódio catastrófico da minha vida, quando fiz progressiva pela primeira vez e destruiu meu couro cabeludo e tive uma grande perda de cabelo na época. Claro, que não me dei por vencida e assim que as feridas se fecharam fiz de novo, de novo e de novo, até sofrer com corte químico, perder cerca de 50% do meu cabelo e finalmente passar pela transição capilar.

 

Apesar de minha transição ter sido alheio a minha vontade, confesso que sempre tive a vontade de ter o meu cabelo cacheado, não desejava cachos como os que tenho hoje, mas sim aqueles cachos abertos, super lindos estilo Rayza Nicácio. Quando coloquei as tranças para esperar o cabelo crescer, tinha a convicção que se meu cabelo não tivesse cachos como eu sonhava, faria a progressiva novamente.

 

A verdade é que meu cabelo não se parece em nada com que eu sonhava naquela época, e graças a Deus por isso, por que o cabelo que eu queria não era exatamente o cabelo que me tornaria a pessoa que sou hoje. Posso dizer que o mesmo aconteceu quando passei tantos anos fazendo progressiva, sempre apoiei as pessoas terem os cabelos que te fazem sentir bem, seja alisados ou não. E quando eu fazia progressiva, eu entendia que aquele era o cabelo que eu queria, que me tornava bonita e me fazia parte da sociedade. Depois da transição, eu percebi que não era bem assim, eu não tinha a confiança que tinha hoje, a coragem, a autoestima e muito menos a certeza que esse é o cabelo que tem tudo a ver comigo.

 

A vida é feita de fases e vejo como se eu tivesse passo por 3 delas: 

1- A fase da progressiva, do cabelo lambido e da ideia que isso me fazia ser incluída na sociedade.

2- A da vontade de mudança, de ousadia e a vontade de ser diferente, mesmo que isso me excluísse dos meios que tinha vontade de estar.

3- A certeza de quem eu sou, da autoestima super elevada e do empoderamento, não por eu ter o cabelo crespo, mas por eu entender que tudo bem eu ter o cabelo crespo.

 

Em baixo vou deixar o link da matéria para refletir um pouco sobre sua progressiva. Se você faz porquê quer o cabelo assim ou porque você acha que as pessoas vão te aceitar melhor assim.

 

Beijinhos e até a próxima.

 

http://tv.r7.com/record-tv/minas-gerais/mg-record/videos/anvisa-alerta-para-excesso-de-formol-em-escovas-progressivas-09012019 

 

 

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